
Popularmente, é chamado de veneno qualquer substância tóxica, seja de origem animal, vegetal, mineral ou sintética.
No que tange à zoologia, alguns animais produzem substâncias tóxicas, potencialmente letais para outros organismos, mas o que classifica um animal como peçonhento é possuir um mecanismo de inoculação dessa substância dentro de outro organismo (Ferrão, dentes modificados, aguilhão, cerdas, quelíceras...), quando o animal produz essa substância, mas não possui esse mecanismo inoculatório especializado capaz de injetar essa substância dentro de um organismo, mesmo que ele possa secreta-la pela pele, ele é classificado apenas como venenoso. Um dos mais clássicos exemplos são as Serpentes como representante dos animais peçonhentos, já que algumas espécies possuem dentição especializada para injeção de toxina e os Sapos, como representante dos animais Venenosos, pois algumas espécies possuem glândulas produtoras de toxina, porém sem nenhum mecanismo para injetar essa substância em outro organismo.
Os animais venenosos causam intoxicação de forma passiva, ou seja, para que haja a intoxicação de outro animal, esse deve ingerir ou entrar em contato direto com a substância produzida ou secretada, como, por exemplo,o baiacu (todos os peixes pertencentes à classe Tetraodontiformes) que produz uma potentes toxina, chamada Tetrodoxina (anidrotetrodoxina 4-epitetrodoxina, ácido
tetrodônico), fatal para o homem. Esta toxina causa morte por paralisia dos
músculos respiratórios.
Outro exemplo de animal venenoso é o sapo-cururu (gênero Rhinella) que produz em glândulas especializadas (paratóides e paradêmicas, em algumas espécies) uma potente neurotoxina dividida em bufogeninas e bufotoxinas, ambas possuindo um papel cardiotóxico e cardioacelerador, que elevam os
batimentos cardíacos e a pressão arterial de seus predadores quando ingeridas.
Já os animais peçonhentos causam envenenamento de forma ativa, usando seus aparelhos de inoculação para injetar a toxina na vítima, seja para predação ou defesa, como é o caso do maior responsável por acidentes envolvendo animais peçonhentos no Brasil, o escorpião amarelo (Tytius serrulatus), possuidor de uma neurotoxina de ação local e que pode levar a um quadro sistêmico e evoluir a óbito em casos de maior fragilidade do indivíduo picado (normalmente idosos e crianças). Para injetar a peçonha, ele usa uma estrutura especializada na ponta de sua cauda (que na verdade não é cauda, é o prolongamento de seu abdômen) chamado de aguilhão, é onde está também a bolsa de veneno.
Outro exemplo de animal peçonhento é a aranha-marrom (gênero Loxosceles), que apesar de seu pequeno tamanho, cerca de 1 cm, causa sérios e, em alguns casos, fatais acidentes. Essa aranha produz uma toxina de ação necrótica, que pode levar, em casos extremos, à amputação do membro e insuficiência renal, que pode levar ao óbito.
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