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| Sapo-ferreiro (Boana faber) |
O termo anfíbio origina-se do grego amphi (dos dois lados) + bios (vida), em razão de a maioria de seus representantes possuírem uma fase larval aquática e outra adulta terrestre, sendo os primeiros vertebrados a conquistar o ambiente terrestre.Sob o ponto de vista evolutivo, formam um grupo situado entre os peixes e os répteis. Apesar de muitas espécies poderem viver fora do ambiente aquático, os anfíbios sempre apresentam forte dependência de água, pelo menos durante a fase reprodutiva, pois seus ovos, desprovidos de casca, necessitam de umidade constante. Após nascerem, os filhotes respiram através de brânquias, como os peixes, durante seu desenvolvimento, passam a respirar por pulmões.
Os anfíbios não têm a temperatura do corpo constante, precisando de fontes externas de calor para manter sua temperatura.
Sua pele é fina, pouco queratinizada e, por ser dotada de inúmeras glândulas mucosas, é lubrificada e sempre úmida,
causando a sensação de serem animais gelados e pegajosos. Essa umidade é muito importante para que eles possam
também realizar a respiração cutânea, além da pulmonar. A pele dos anfíbios não possui escamas, sendo muito suscetíveis à desidratação. Para contornar esse problema, eles são, em sua maioria, animais noturnos. Por esse conjunto de características, os anfíbios tendem a habitar em maior número as regiões tropicais. Apesar disso, algumas espécies podem desenvolver adaptações que possibilitem a eles viverem em regiões frias, em grandes altitudes ou, em casos extremos, desertos. Atualmente existem cerca de 7.000 espécies descritas de anfíbios, que se distribuem por todos os continentes, exceto a Antártida.
A Sociedade Brasileira de Herpetologia reconhece 1136 espécies de anfíbios (ate abril de 2019). A classe Amphibia é dividida em 3 ordens:Anura, Gymnophiona e Caudata.

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